Brasil será 1º país da América Latina a sediar congresso internacional de pesquisa florestal

16/12/2013

 

Considerado país megaflorestal, Brasil é o 2º em maior área de floresta do mundo

O 25º Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO, do inglês “Union of Forest Research Organizations”) deverá ocorrer em Curitiba (PR), em outubro de 2019. A decisão resulta da recomendação do Comitê da IUFRO ao Conselho Internacional da organização, que deverá oficializar a escolha da cidade como sede na próxima reunião, durante o XXIV Congresso Mundial da IUFRO que acontece em outubro de 2014, em Salt Lake City, Estados Unidos

Curitiba (PR) deverá ser a primeira cidade na América Latina a sediar um congresso mundial da maior rede de pesquisa florestal no mundo, a União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO), formada por mais de 15 mil pesquisadores de 700 instituições em 110 países.
“O Congresso que o Brasil pretende sediar será uma grande oportunidade para que setor florestal brasileiro conheça inovações tecnológicas e de pesquisa, bem como as tendências para o futuro da pesquisa florestal em outras partes do mundo”, afirma o diretor de Pesquisa e Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro, Joberto Freitas. “Além disso, espera-se ampla participação de estudantes e professores universitários no evento, gerando conhecimento e inovações para o setor no Brasil”, acrescenta.

A representante da IUFRO no Brasil, Dra. Yeda Maria Malheiros de Oliveira, pesquisadora da Embrapa Florestas, ressalta que “são grandes as oportunidades de cooperação sul-sul, por meio ampliação das ações em rede entre instituições de pesquisa e outros segmentos do setor florestal”. “Organizar um evento deste porte é um grande desafio, tanto para as instituições já envolvidas como para as parcerias a serem estabelecidas com institutos de pesquisa, universidades, empresas e ONGs, mas o amadurecimento da pesquisa florestal brasileira torna o momento bastante adequado”, completa.
Seleção

A capital paranaense foi escolhida entre outras 8 cidades que se candidataram para receber o encontro. Essa decisão ocorreu em junho na Costa Rica, durante o 3º Congresso Latino-Americano da IUFRO (IUFROLAT), e será oficializada durante o próximo congresso mundial da IUFRO, marcado para outubro em Salt Lake City, nos EUA.

“A escolha do Brasil como sede também representa uma oportunidade estratégica para promover a IUFRO no Brasil e na América Latina, onde o número de membros é relativamente menor do que em outras regiões do mundo. Além disso, um número muito maior de cientistas de instituições de pesquisa em florestas e universidades da América Latina poderá participar do Congresso”, explicou o presidente da IUFRO, Niels Elers Koch.

Este importante evento será organizado conjuntamente pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Curitiba (PR). “Estamos orgulhosos de ser o primeiro país latino-americano a sediar um Congresso Mundial da IUFRO. Isso nos propiciará não apenas uma oportunidade para incrementar a participação de instituições brasileiras em agendas internacionais de pesquisa, mas também impulsionar a agenda de pesquisa florestal e aumentar a importância política e social da ciência florestal no Brasil”, afirma Freitas.

A IUFRO tem mais de 120 anos de existência e a sua missão é promover o compartilhamento global de estudos relacionados às florestas; disseminar o conhecimento e a gestão sustentável dos recursos florestais mundiais para benefícios econômicos, ambientais e sociais, bem como contribuir para a promoção da aplicação da ciência na formulação de políticas florestais.

No Brasil, são membros da IUFRO a Embrapa (representação nacional), o SFB, o INPA-Manaus, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), o Instituto de Pesquisas Florestais de São Paulo e as empresas Fibria e Arcellor Mital.

A União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO) é a única organização mundial dedicada à pesquisa florestal e ciências relacionadas. É composta por instituições de pesquisa, universidades e cientistas, além de tomadores de decisões e outros atores interessados em florestas e árvores.

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