Diálogo é apontado por Fórum como primordial para fortalecer políticas públicas

19/06/2013 - Assessoria Cipem-MT

 

“É necessário o diálogo entre o governo e o setor privado para buscarmos alternativas que, realmente, viabilizem o setor florestal de forma geral”. Essa foi a afirmação do presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), João Carlos Baldasso, ao avaliar o I Encontro Anual do Fórum Nacional de Atividades de Base Florestal (FNABF), que acorreu na última terça-feira (18.06), em Brasília, e reuniu as principais lideranças do setor, governo e parceiros a fim de debater temas relacionados à política florestal brasileira, com uma programação voltada para o para políticas industriais da floresta brasileira.

Baldasso, que participou da roda de debates sobre o tema ‘Estrutura Estratégica do Governo Sobre a Politica Florestal Brasileira’, pontuou a necessidade de ações imediatas para alavancar o segmento. “Espero que o relatório apresentado pelo STCP Engenharia de Projetos, com propostas para que o setor florestal tenha sustentabilidade, dê frutos e continuemos avançando com ações práticas para todos. E importante que os setores público e privado entendam que as atitudes precisam ser tomadas em caráter de urgência para que o setor da floresta nativa não pereça nos próximos anos", concluiu o presidente.

O presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Millan, ressaltou a importância do setor florestal para a economia do estado. “Sou de origem madeireira, no Estado de Santa Catarina, e fico feliz em ver o engajamento de todos, onde estão reunidos os setores privado e governo em prol de um mesmo objetivo: o desenvolvimento florestal brasileiro. O segmento tem grande potencial e poderá ser referência para o mundo”.

O chefe de gabinete da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Fernando Castanheira, que também participou da roda de debates, falou da organização do setor florestal em Mato Grosso. “O Cipem é exemplo de organização no que tange à Amazônia Legal. Mato Grosso tem uma grande representatividade florestal, com poucos problemas fundiários e um potencial gigante em desenvolvimento. Mas, com a ocupação de mercado ainda restrito, vemos que ainda tem problemas antigos e precisam dar um passo além, os potenciais precisam ser desenvolvidos com propostas e medidas concretas. Nesse evento, conseguimos visualizar, por parte do setor, o caminho que precisamos trabalhar tanto na política industrial quanto nas ações ambientais a exemplo das parcerias com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e WWF-Brasil que demostram o amadurecimento do setor. Com isso, o apoio do Cipem é fundamental para melhorar a representatividade na Amazônia Legal”, destacou Castanheira.

Programação: Na ocasião foi lançado o escopo do Estudo Setorial 2013 da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). A proposta do novo estudo setorial, iniciativa da Abimci em conjunto com o FNABF, é compilar os principais dados socioeconômicos e traçar um panorama sobre o atual momento da indústria de madeira no país. Serão levantadas informações como volume de produção, capacidade instalada, geração de empregos, entre outros dados relevantes para a definição de estratégias para o desenvolvimento do setor. A meta é finalizar o documento, que será produzido pela empresa STCP Engenharia de Projetos, até agosto.

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