Histórico

Origem da Rede Amigos da Amazônia

A origem da Rede Amigos da Amazônia está ligada a dois programas criados pelo Greenpeace Brasil, o Cidade Amiga da Amazônia e o Estado Amigo da Amazônia, ambos iniciados na primeira década do anos 2000, período de índices alarmantes de desmatamento na Amazônia.

Nesse período, identificou-se que aproximadamente dois terços da produção madeireira de origem amazônica são consumidos no Brasil, sendo sua maior parte pelo poder público. Diante desse cenário, entendeu-se a necessidade de se disseminar os princípios do consumo responsável da madeira dentro das instâncias locais de governo, desenvolvendo massa crítica e aproximando dos polos consumidores a preocupação com a conservação da floresta.

O programa Cidade Amiga da Amazônia, com foco nas principais regiões consumidoras de madeira de origem tropical amazônica, o Sudeste e o Sul do Brasil, tinha por objetivo criar uma legislação municipal que eliminasse a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras do município.

Apesar do sucesso obtido na adesão de municípios, verificou-se que as compras responsáveis realizadas pelos municípios seriam possíveis somente com uma forte ação de regulamentação (comando e controle) dos governos estaduais, uma vez que ambas as instâncias desempenham papéis complementares. Assim, foi criado o programa Estado Amigo da Amazônia, em 2006, cujo objetivo consistia em criar uma política de compras e aprimorar o modelo de fiscalização do transporte e comércio de madeira em suas fronteiras, tornando-o mais rigoroso e eficiente.

Constatada a oportunidade e os benefícios de se promover a interação de organizações e governos em uma rede, o Greenpeace Brasil buscou a Fundação Getulio Vargas pelo seu potencial de produção de conhecimento, mobilização e articulação para que coordenasse os dois programas. Em 2008, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP) abraçou os programas sob a rubrica Rede Amigos da Amazônia (RAA), com missão e forma de atuação renovadas.

Atualmente a Rede Amigos da Amazônia continua expandindo o número de estados e municípios membros, tanto em regiões com alto potencial consumidor de madeira e produtos florestais, como em estados e municípios amazônicos produtores. Além da articulação para adesão voluntária desses governos, a RAA ainda pesquisa uma série de políticas e práticas no contexto florestal amazônico para disponibilizá-las como referências no ambiente da rede.

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